written by Tenie at
domingo, 13 de setembro de 2026
Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio ou delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato
Que a noite caia de repente
Caia tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato
Alívio imediato - Engenheiros do Hawaii
Voltei depois de passar algumas semanas tentando colocar a vida em dia. Ainda estou tentando.
Eu não li muito, eu não fiz nada demais além de tentar voltar pra academia, tentar comer, tentar beber água, mandar currículos, tentar me focar no meu freela, tentar me cuidar.
Consegui em algum grau. Qualquer pequeno passo já é um passo.
Não sei muito bem o que dizer aqui no blog. Entre surtos de fim de mundo e muito sono, eu estou levando.
Ah, sim,
eu colei grau. Vai demorar um pouco, mas eu vou me ver livre dessa faculdade logo - e aí, eu vou descansar de faculdade. Sem mais papel higiênico timbrado.
Tá, é um jeito cruel de pensar nos meus diplomas, mas até eles me arrumarem um emprego, vai ser isso pra mim, sem piedade.
Estou lendo, depois de muita relutância,
A biblioteca da Meia-noite (Matt Haig). Eu ainda acho superestimado, medíocre e com uma premissa que mais atrapalha do que ajuda - se focasse mais no livro dos arrependimentos e menos no "Olha como poderia ter sido sua vida!", acho que seria mais produtivo pra pessoa que está amargando arrependimentos e se sente descolada do mundo.
Eu conheço a retórica destrutiva da protagonista, Nora Seed, e já a usei muito pra me autodestruir. Mas se ela simplesmente puder pegar uma rota nova que NÃO PARTE DO PRESENTE, simplesmente vira um livro de anti-ajuda. Sim, eu sinto muito de auto-ajuda nesse livro e não gosto - e não gosto que me recomendem ele, eu sinto que a pessoa está simplificando uma coisa que me dói muito e que é muito complexa pra mim.
Ele não é mal escrito, ele não é ruim, mas não é bom também. É o mesmo auê do povo masoquista com
Uma vida pequena (não vou nem me dar ao trabalho de procurar a autora), ela só queria dizer "acho que se você se sente deprimido, você deveria poder se matar!" e acho que tudo que sai da boca dela é desperdício de ar tanto quanto o que sai dos livros dela é desperdício de palavra.
Enquanto isso estou terminando
Entre fogo e sangue (Christopher Buehlman), que todo mundo falou que era incrível. E ele é legal, é como uma aventura de RPG e o horror cósmico é bom. Ele é muito bom em tudo, no geral, com personagens arquetípicos mas interessantes, e ótimo horror cósmico, eu já disse?
Mas eu pergunto:
por que sempre bury your gays? Por quê?E eu vou continuar fazendo essa pergunta em quantos outros livros isso rolar. Inclusive: Por que torture and bury your gays em Uma vida pequena?
Bom, meu exemplar de Entre fogo e sangue veio avariado e eu ia deixar pra lá, até descobrir que ele deveria ter um prefácio do Joe Hill e não tem. Agora eu vou atrás, porque não foi baratinho.
Eu sinto que os livros falham em manter meu entusiasmo por eles. O incidente com o personagem gay deu uma queda no meu ânimo porque foi previsível e anticlimático.
Ain, você só tá chateada....
POR QUE SEMPRE O PERSONAGEM GAY?O dia que vocês me responderem satisfatoriamente, eu calo minha boca. O que vai ser nunca, então eu vou falar pra sempre.
Outra coisa: por que sempre o personagem deprimido que passou pelas piores merdas? Sabe que mensagem vocês mandam quando no último minuto morre o personagem mais coitado? Que a gente nunca vai conseguir sobreviver aos nossos traumas e dores.
Eu estou olhando pra você, The Maze Runner.Mas o livro funcionou pra me fazer retomar
Os demônios (Joe Abercrombie), que também parece uma campanha de RPG com arquétipos um pouquinho alterados, mas está tudo lá.
Enquanto isso, deixei
A hipótese do amor (Ali Hazelwood) em standby, mas é que eu tô gostando tanto de ler que não quero que acabe.
Agora,
POR QUE NÃO ACHARAM UM ATOR COM UM NARIZ DE RESPEITO IGUAL AO ADAM DRIVER PRO FILME? Colocaram um homem bem bonito, mas ele é bonito padrão
olha aquela barba cheia sem falhas, tomar no cu!, o charme do Adam é que ele tem uma beleza exótica.
Tentem calar minha boca hoje. Vocês não podem!
Eu amo narizes imponentes, diferentes, não tradicionais.
Eu amo as coisas que nos tornam singulares. Bom, vou me lembrar disso na próxima crise de auto-imagem que eu tiver.
Enfim, talvez eu precise começar a pensar em uns prompts e coisas diferentes para falar.
Por enquanto, a vida segue igualzinha. Seguimos na esperança.
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